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sábado, 9 de maio de 2009

Caiaque no Pantanal: algumas fotos da região do São Pedro

Por Jackson Lima

Tres momentos da viagem solitária de caiaque, o instrumemnto apropriado para a exploração da natureza. Nada de Indiana Jones. É mais no estilo meditação. Sei da existência de um livro na França que passa dicas de yoga para caiaquistas. Há algo de mísitico nisso. Sempre fui disso. Hoje, continuo propondo viagens que seja o encontro do eco+espiritual+prazer+conhecimento que leva à descoberta de SI. Passar tranquilo pelos jacarés, pelos grandes e pequenos pássaros, lontras, capivaras, cobras, peixes, Isso é bonito. 

Em uma tardezinha, parei num barranco, para descansar e fumar (infelizmente na época, eu fumava, hoje parei). Levei um susto porque no meu lado, entre o barranco e eu, diretamente abaixo, havia um peixe dormindo. Não sei que peixe era. Tinha uns 40 ou 50 centímetros. É um privilégio! Peixe dormindo?
Quando me cansei de olhar, fiz um movimento para puxar-me para a terra e ele se assustou. Aí vi a violência da arrancada dele para fugir. Só de caiaque se pode fazer isso. Nem canoa consegue dar esta oportunidade. Na canoa a gente está muito alto da água. Já é uma "armação" estranha para o animal.



quinta-feira, 29 de maio de 2008

Meu Pantanal


Esta foto foi feita com uma câmara Olympus Pen emprestada pela minha amiga Renate Perner de Foz do Iguaçu. Tamanha era a minha pobreza. A Renate e o marido Euclides, me deram ainda uma bicicleta Cassola que aparecerá nas histórias que aparecerão adiante neste memo-blog. Acampei por um tempo às margens de um curso d'água conhecido como Rio São Pedro na Estrada Parque. Na época das enchentes a região parece um mar. Daí, quando água baixa parece um lago. Depois, com o passar do tempo, parece um riacho e vai diminuindo até virar um fio d´água disputado (numa boa) por jacarés, pássaros, capivaras e quem quer que queira pegar peixes para comer - falo dos animais. Finalmente, o rio desaperece, e vira terra firme. Em uma dessas incursões pelo riozinho, o lado esquerdo do aterro (estrada) estava seco. O lado direito tinha água e estava na fase de ser lago. Me aventurei para aquele lado. Passei uns dois dias sumido. Um dia pela manhã, depois de desarmar a barraca, me preparar para voltar, encontrei uma terra alta coberta de flores minúsculas. Me deitei, sobre elas. Me afundei nelas e cliquei a foto acima. Como a Olympus tem uma lente grande angular poderosa, foi necessário estar realmente muito perto para tirar a foto. Toda a experiência foi maravilhosa.