Coloco abaixo, só para compartilhar, minha lista de pássaros do Pantanal. Não mudo nada. A lista é trilingue: inglês, português e latim (científico). Há notas em espanhol. Nos nomes em português aparecem também versões pantaneiras. Por que inglês primeiro? Porque a lista era para o meu cliente estrangeiro especialmente os de lingua inglesa, brancos, classe média alta ou ricos (mas não milionários) e geralmente protestantes. A lista tinha o propósito também de divertir os hoteleiros de Miranda especialmente o Aristeu Symczak do Hotel Pantanal. Eles riam quando eu dava explicações do tipo: vamos ver principalmente psitacídeos à tarde, caprimulgídeos na boca da noite e de manhã acordaremos com o canto de icterídeos - isso no centro de Miranda ou no máximo a um KM de distância do centro. Os nomes em português estão em itálico. Hoje noto que há alguns problemas, primeiro porque quando passei para o blog a formatação de lista se perdeu. Há coisas que nem me lembro porque fiz. Estou trabalhando nas mudanças!
Lista de algumas aves do Pantanal - Matogrosso do Sul
Lista de algunas aves de Pantanal - Matogrosso do Sul
List of some birds in the Pantanal of Southern Mato Grosso, Brazil
RHEIDAE
Greater Rhea Ema Rhea americana
TINAMIDAE
Spotted Tinamou Codorna Nothura maculosa
Red winged Tinamou Perdiz Rhynchotus rufescens
Small billed Tinamou --- Crypturellus parvirostris
Undulated Tinamou Jaó Crypturellus undulatus
PELECANIDAE
Neotropic Cormorant Biguá preto Phalacrocorax olivaceus**
Anhinga Biguá-tinga Anhinga anhinga**
CICONIDAE **
White-necked heron Garça cinza Ardea cocoi
Great Egret Garça branca Casmerodius alba
Snowy Egret Garça branca-pequena Egreta thula
Cattle Egret Garça companheira Bubulcos egreta
Whistling Heron Maria-faceira Syrigma sibilatrix
Rusfescent Tiger Heron Socó-boi-grande Tigrissoma lineatum
Pinnated Bittern Socó-boi Botaurus striatus
Striatated Heron Socozinho Butorides striatus
Black-crowned night-heron Socozinho dorminhoco Nyctorax nyctorax
Manguari Stork Tabuiaiá/ João Grande/ Cegonha Ciconia maguari**
Jabiru Tuiuiú / Jaburu Jabiru mycteria**
Woodstork Cabeça-seca Mycteria americana**
Buff-necked Ibis Curicaca / Despertador Theristicus caudatus**
Plubeos Ibis Curicaca Real / Chumbo Theristicus caerulescens
Green Ibis Tapicurú / Chapéu velho Mesembrinibis cayennensis
Bare-faced Ibis Tapicurú-preto/ maçarico Phimosus infuscatus
White-faced Ibis Caraúna Plegadis chihi
Roseate Spoonbill Colhereiro Ajaja ajaja**
ANSERIFORMES
Southern Screamer Tachã / Anhúma-póca Chauna torquata **
White-faced tree-duck Treré/ Marreca piadeira Dendrocygna viduata
Black-bellied tree-duck Marreca cabocla Dendrocygna autumnalis
ulvous tree-duck Marreca caneleira Dendrocygna bicolor
Brazilian duck Marreca Ananaí Amazoneta brasiliensis
Muscovy duck Pato-do-mato/ Patão Cairina moschata **
FALCONIFORMES
Black vulture Urubu comum Coragyps atratus
Turkey vulture Urubu-de cabeça-vermelha Cathartes aura
Lesser-yellow-headed-vulture Urubutinga/urubu-de-cabeça amarela Cathartes burrovianus
Snail kite Gavião caramujeiro Rosthramus socialbilis
Black-collared kite Gavião-belo ou velho Bussarelus nigricolis
Savanah Hawk Gavião-casaco-de-couro Heterospizias meridionalis
Great Black Hawk Gavião-preto ou negro Buteogallus urubutinga
Crested Caracara Carcará / Carancho Polyborus plancus
Yellow-headed Caracara Carrapateiro / Pinhé Milvago chimachima
GALLIFORMES
Rusty-margined Guan Jacupemba Penelope superciliaris
Chaco Chachalaca Aracuã Ortalis canicollis**
Black-fronted curassow Mutum Crax fasciolata
?-piping Guan Jacutinga Penelope pipile
?- piping Guan Jacutinga Penelope pipile granji
GRUIFORMES
Limpkin Carão Aramus guarauna
Gray-necked wood-rail Saracura Aramides cajanea
Common gallinule Frango d’água Gallinula chloropus
Red-legged Seriema Seriema Cariama cristata
CHARADRIFORMES
Wattled Jacana Jaçanã / Cafezinho Jacana jacana
Southern Lapwing Quero-quero Vanellus chilensis
South American Stilt Pernilongo Himantopus himantopus
Yellow-billed tern Trinta-réis Sterna superciliaris**
Large-billed tern Gaivota Comum Sterna simplex**
Black skimmer Talhamar / Taiamã Rynchops nigra**
COLUMBIFORMES
Picazuró pigeon Pomba trocaz/ Trocal / Asa branca Colomba picazuro
Pale-vented pigeon Pomba-verdadeira Columba cayanensis
White-tipped dove Juriti Leptotila verreauxi
Eared dove Pomba-do-bando Zenaida auriculata
Blue ground-dove Rola azul / Rolinha Claravis pretiosa
Picui ground-dove Rolinha mirim Columba picui
Ruddy ground-dove Rolinha-caldo-de-feijão Columbina talpacoti
Scaled-dove Fogo-apagou Scardafella squamata
PSITACIDAE
Red-and-green macaw Arara vermelha Ara chloroptera
Blue-and-yellow macaw Arara canindé Ara ararauna
Hyacinth macaw Arara Azul Anodorhynchus yacinthinus ***
Peach-fronted parakeet Jandaia estrela Aratinga aurea
Black-hooded parakeet Jandaia-de-cabeça-preta Nandayus nenday
Torquoise-fronted parrot Papagaio verdadeiro Amazona estiva
Monk parakeet Periquito-de-peito-cinzento Myopsitta monachus
Canary-winged parakeet Periquito-do-campo Brotogeris versicolaris
CUCULIFORMES
Smooth-billed ani Anu-preto Crotophaga ani
Guira cuckoo Anu-branco Guira guira
Pheasant cuckoo Saci Dromococcyx phasianelus
Dark-billed cuckoo Papa-lagarta Coccyzus melacoryphus
Squirrel cuckoo Alma de gato Piyaya cayana ---
STRIGIFORMES
Barn Owl Suindara Tyto alba
Ferruginous pigmy owl Caburé Glaucidium brasilianum
Tropical screech owl Corujinha-do-mato Otus choliba
Burrowing owl Coruja do campo/ Coruja buraqueira Speotyto cunicularia
CAPRIMULGIFORMES
Caprimulgus sp --- ---
Nictydromus aubicolis --- further study necessary (?)
TROGONIFORMES--- Surucuá -de- barriga-amarela Trogon viridis
--- Surucuá-de-coleira Trogon colaris
Blue-crowned trogon --- Trogon curucui
APODIFORMES
CORACIFORMES
Ringed kingfisher Matraca / martim-pescador Ceryle torquata
Amazon kingfisher Martim-pescador-verde Chloroceryle amazona
Green kingfisher Martim-pescador-pequeno-verde Chloroceryle americana
--- Martim-pescador-pequeno-pintado Chloroceryle inda
--- Martim-pescador-miudinho Chloroceryle aenea
PICIFORMES
--- Jacamacira Galbula ruficada
Toco toucan Tucanuçu Rhamphastos toco
Chestnut-eared arasari Araçari/ Tucaninho Pteroglossus castanotis
Crimson-crested woodpecker Pica-pau-de-topete-vermelho *Campephilus melanoleucos
Cream-backed woodpecker Pica-pau-de-topete-vermelho Campephilus leucopogon
Robust woodpecker Pica-pau-de-topete-vermelho Campephilus robustus
Field flicker Pica-pau do campo Colaptes campestris
Blond-crested woodpecker Pica-pau-de-topete-loiro Celeus flavescens
PASSERIFORMES
Red-billed scythebill Arapaçu de bico-torto Campilorhamphus trochilirostris
Black-banded woodcreeper Arapaçu-grande Dendrocolaptes picumnus
Great rufous woodcreeper Arapaçu-do-campo Xiphocolaptes maior
Rufous hornero João de Barro (Amassa barro) Furnarius rufus
Brown Cacholote Casaca de Couro Pseudoseisura (?)
Greater Thornbird Carpinteiro Phacelodomus rififrons
Sooty-fronted spinetail Carpinteiro Synalaxis frontalis
Great antshrike Chocão Taraba major
Barred antshrike Choca-barrada Thamnophilus doliatus
Variable antshrike Choca-da-mata Thamnophilus caerulescens
TYRANTS
Great Kiskadee Bem-te-vi-grande Pitangus sulphuratus
--- Bem-te-viznho Pitangus lictor
Tropical Kingbird Sirirí Tyranus melancholicus
Cattle Tyrant Sirirí-cavaleiro Machertornis rixosus
Vermilion Flycatcher Príncipe/verão/S.Joãozinho Pyrocephalus rubinus
Gray monjita Viuvinha Xolmis cinerea
Fork-tailed Flycatcher Tesoura Muscivora tyranus
White-monjita Noivinha Xolmis irupera
Pied-water Tyrant Lavadeira Fluvícola pica
White-headed Marsh Tyrant Freirinha-do-brejo Fluvicola leucocephala
HIRUNDINIDS
Barn Swallow Andorinha-do-bando Hirundo rustica
Rough-winged Swallow Andorinha-asa-de-serra Stelgidopterix ruficolis
Blue-and-white-Swallow Andorinha-azul-e-branco/das casas Notiochelidon cyanoleuca
Bank Swallow Andorinha-do-barranco/parda Riparia riparia
Gray-breasted Martin Andorinha-doméstica-grande Progne chalybea
White-winged Swallow Andorinha-do-rio Tachineta albiventer
CORVIDAE
Purplish Jay Gralha do Pantanal Cyanocorax cianomelas
Plush-crested Jay Gralha Azul Cyanocorax chrysops
TROGLODITAE
House Wren Corruíra / cambaxira Trogloditas aedon
--- Garrinchão-de-barriga-vermelha Thoryothorus sp
--- Garrinchão Campylorhynchus turdinus
--- --- Thryothorus leucotis
--- --- Thryothorus genibardis
--- --- Thryothorus guarayanus
MIMIDAE
Chalk-browed mockingbird Sabiá do Campo Mimus saturninus
White-banded mockingbird Sabiá-de-cinta-branca Mimus triurus
Ruffous-bellied Thrush - Sabiá-laranjeira ---
ICTERÍDEOS
Trupial João-pinto/corrupião Icterus icterus**
Epaulet --- Icterus cayanensis
Shiny cowbird Chopim Molothrus bonaerensis
Choppi blackbird Graúna Gnorimopsar chopi
Solitary cacique Iraúna Cacicus solitarius
Bay-winge-cowbird Asa-de-telha Molothrus badius
Yellow-rumped cacique Japi/xexéu Cacicus cela
TRAUPÍDEOS
Sayaca tanager Sanhaço-cinzento Thraupis sayaca
--- Sanhaço do coqueiro Thraupis palmarum
White-lined tanager Tiê-preto Tachyphonus rufus
Red-crowned-ant-tanager Tiê-do-Mato Grosso Rabia rupica
--- Tiê-galo Tachyphonus cristatus
Brazilian tanager Pipira vermelha/Bico-de-prata Remphocephalus carbo
Safrom finch Canário-da-terra Sicalis flaveola
Red-crested cardinal Galinho-da-campina Paroaria coronata
Yellow-billed cardinal Galinho da campina/Cardeal Paroaria capitata
EMBEREZÍDEOS
Pumbleous-seedeater Patativa Sporophila plumbea
Rusty-collared-seedeater Papa-capim (several) Sporophila collaris
Lined seedeater Bigodinho Sporophila lineola
Double-collared-seedeater Coleiro Virado Sporophila coerolescens
Graysh saltador Trinca-ferro Saltador coerulescens
Red-crested finch --- Coryphospingus cuculatus
Blue-black grassquit Serra-serra/
.... Tiziu Volatina jacarina
Books checked for names accuracy:
- (Aves de Argentina y Uruguay) Birds of Argentina & Uruguay
- Pássaros do Brasil, Eurico Santos, BH/MG/Brasil
- Conheça o Pantanal, Prof. Nidia Magalhaes, SP/Brasil
- Birds of Venezuela, Schauensee / USA
Nota:
** Os 2 asteriscos ao lado das espécies indicam que espécies se identificam mais com o Pantanal embora sejam vistos na planície borda do Pantanal ao redor da Serra da Bodoquena.
** Los 2 asteriscos al lado de las especies indican que especies se identifican más con Pantanal, pero son avistados en las planicies fronterizas al Pantanal al rededor de la Sierra de Bodoquena.
**The 2 asterisks indicate that birds are more related to the Pantanal floodplain even though they can be seen over the Serra da Bodoquena following the influence of the Pantanal.
***A arara azul é muito pantaneira embora chegue muito próximo à Serra da Bodoquena no que corresponde ao município de Miranda.
*** El guacamayo azul (Anodorhynchus yacinthinus) es de Pantanal pero puede llegar muy próximo a la Sierra de Bodoquena en la parte que corresponde al municipio de Miranda.
*** The hyacinth macaw is very “pantaneira” never seen over the Serra da Bodoquena even though they come very close. Hyacinth macaw do come to Miranda.
By Jackson Lima
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terça-feira, 2 de junho de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Coisa de Turista apressado (1)

Foto: Família com quem morei na Estrada Parque. O senhor apoiado no motor é mencionado no texto. Ele queria capturar o joão-pinto. Adorei a famíla, as crianças. No texto menciono também o artigo do jornal mostrado aqui
Jackson Lima
Escrito em Miranda (MS)1996
Abri o jornal Correio do Estado do primeiro final de semana de junho de 1996. Lendo a matéria vi a seguinte frase: “ver no Pantanal Mato-Grossense apenas um espaço geográfico privilegiado pela Natureza seria o olhar superficial de um turista apressado”. Quem escreveu foi historiador Cezar Augusto Benevides. Era na abertura de um artigo que trataria das complexidades do Pantanal do Mato Grosso do Sul. Antes de terminar o artigo do professor Benevides, eu já tinha decidido usar a sentença do professor em algum escrito meu.
“Coisa de turista apressado” – assim ficou a frase após um processo de simplificação. Quem quiser pode achar ruim mas é verdade. Turista é apressado. E pior que o turista, nessa pressa, é a “industria” do turismo.
Ora, se turista vem com tanta pressa, por que Vem? Eu não seria mais um deles. Pior, não queria ser mais um agente de turistas apressado. Há menos de um ano, e desembarquei no Restaurante Zero Hora (em Miranda Mato Grosso do Sul), local entidade que faz as vezes de rodoviária, ponto de encntro e até Centro Social.
“Vou fazer a primeira agência de turismo ecológico do Brasil”, anunciei para mim mesmo e esperava sucesso imediato. Não veio, é claro.
Por quê?
Porque o turista é apressado. As agências com as quais tentei trabalhar me diziam: “meu cliente não tem tempo”.
E pra que vem? O Pantanal não pode ser visto em um dia para se encaixar na programação urbanóide de algum eco-urbo-turista. Pantanal é como sexo. Você não pode partir para o orgasmo de cara, sob o risco de gozar sozinho e passar por machista, porco chavinista e cafona. Claro, o orgasmo está ali no final da linha mas para chegar até lá é preciso atravessar pontes, as preliminares, as variedades, as surpresa e daí...
Nesta nova linha filosófica, [decidi] que o Pantanal está sendo estuprado pelos olhares apressados. Ou, no mínimo, o turismo está gozando sozinho. Há aqueles que ao desembarcarem no Aeroporto de Campo Grande ou de Cuiabá, sei lá eu, anunciam: quero ver uma sucuri bem grande. Outros, querem ver uma onça e outros animais. Creio que é por isso que alguns hotéis mantêm sucuris, macacos, onças e outros animais. “São para os turistas” – avisam.
O povo do Pantanal, aquele nas fazendas, boiadeiros, os peões, não conseguem ver o que os turistas fazem na vida. Um menino, em Miranda me disse, após eu perguntar-lhe o que queria ser na vida, pergunta estúpida, ele me respondeu: turista. É por isso que as pessoas fazem coisas estranhas. É pensando nos turistas. Um dia desses vi um senhor, desesperado, correndo atrás de um João-pinto. Ele queria capturar o joão-pinto. João-pinto é um pássaro de cores vivas e irreais é uma combinação de laranja fosforecente com preto. Pertence aos icterídeos. Do tipo xexéu, oropêndola e outros.
- Pra que o senhor quer pegar o João-pinto?
- É pra botar numa gaiola prus turista. Esse é um passum raro. Eles quer fotografar e eu vou cobrar dez reá ou até 20 dóla por foto. Na terra deles uma foto vale uma fortuna.
- Não é assim seu Zé. Niguém paga para tirar foto, especialmente de um pássaro preso, eu disse.
O João-pinto mais uma vez voou deixando um pantaneiro desiludido.
Outros turistas não têm o preparo intelectual para entrar Pantanal adentro. Eles fazem grandes estragos. Minha vontade comercia de trazer turistas para a região diminuiu muito após uma experiência traumática. Eu havia trazido um grupo de um estado vizinho. Qual não foi a minha surpresa quando descobri que um dos componentes do meu grupo tinha pedido a um residente local para traze-lhe um jacaré morto. A grande tesão desse “cururu” era comer um jacaré assado ou frito no Pantanal. Depois como necessidade, ele pensava levar o coro para fazer remédio para alguma doença que se cura com chá de jacaré.
Foi uma tragédia pessoal a descoberta desse ato. Foi também o primeiro passo de um grande prejuízo financeiro. “Não quero mais turistas” – foi anúncio feito por mim. Meses atrás os jornais do Estado anunciaram que o Governo incentivaria o turismo contemplativo. Na foto (ACIMA) utilizada para ilustrar, o projeto mencionado era o meu. A foto foi clicada pelo colega Ney de Souza. Aparecíamos eu e mais dois turistas “contempladores” vendo o Pantanal de caiaques. Aqui há um pequeno problema de interpretação de turismo. Para mim todo o turismo deve ser contemplativo. Mas em diferentes partes do país o turismo tem interpretações diferentes. No Pantanal [turismo] é pesca. Em outros lugares, [como na minha cidade], turismo é muamba.
- Comé, tá dando peixe, aí?
- tá dando pacu...
- Só piauçu?
- Tá dando nada.
Esses trechos de conversação é o que mais se escuta em Miranda. Importante vendedora de isca para pescadores. Chuto que 99% do pessoal do Brasil que vem ao Pantanal é para pescar. São gente fina, alguns com bagagem intelectual. Como o senhor de educação superior que preside o departamento de doutorado de uma das melhores universidades do Brasil. Talvez na sala de aula o Senhor fale “doutores”. No Pantanal baixa o santo e o vocabulário do “home” muda. Os atos também. O membro da inteligentsia universitária chegou ao extremo de disparar seu revolver calibre 38 na direção de um jaó – um pássaro não muito farto no resto do Brasil.
“Nem todo mundo que tem dinheiro para financiar uma viagem ao pantanal deveria vir aqui” – escrevi num boletim que editei sobre a Grande Planície. A informação era bilíngüe para que servisse para os dois bandos. O nacional e o internacional.
Vi uma vez um mal preparado guia servindo de cicerone para um grupo de uns quatro suíços de fala alemã. Depois de rodar e rodar atrás de um jacaré que tivesse o tamanho que os suíços queriam a vítima apareceu. Todos pararam para encontrar a vítima. O jacaré imenso, não se mexia. Não dava sinal de vida. Desconfiados os suíços queriam saber, desta vez, se o jacaré estava vivo. Ou estaria morto? O guia-cicerone assegurou que o jacaré estava vivo e atirou a primeira pedra para que o jacaré se mexesse. O barulho nas costas do “sauro” ressoou como um tambor velho. Mais pedras choveram. Depois de muitas pedradas, o jacaré se moveu para a direita, para onde estava os delinqüentes helvéticos, percorre mais um metro e parou. Na hora, imaginei, que o jacaré observava os cinco suíços com um ar de superioridade invejável. Do alto de sua experiência de descendente de dinossauros parecia saber coisas que os cidadãos da Confederação Suíça não sabiam. O jacaré tinha paciência e em nenhum momento, demonstrou, ter pensado em partir para o pequeno grupo e ter quebrado alguns pares de pernas. Que diriam esses suíços ao retornarem ao seu país de Primeiro Mundo, àquele Clube no qual o Brasil tanto quer entrar?
Ainda na área de pessoas despreparadas que vem ao Pantanal, lembro-me de outra imagem perversa. Desta vez foi no Passo do Lontra, local que tem sua cota de gente inconsciente. Um caracará ou carcará – um falcão que reina na Planície Pantaneira decolou levando atrás uma fita branca de pelo menos um metro e meio de comprimento. Que encontro como teria aquela fita, ou plástico, enganchado nos pés dele. Como eu estava meio fixo na região, observei esse carcará voando com a fita por muito tempo.
É impressionante o número de animais que são mortos nas estradas asfaltadas que cruzam o Pantanal. Em dois anos, que estou por aqui, indo e vindo, nunca vi uma tamanduá-bandeira vivo. Todos estão colados no asfalto quente da BR 262 que liga Campo Grande a Corumbá; Além do tamanduá-bandeira há muitos outros: capivaras, sucuris,jacarés, veados, lobinhos.
Descobri que o Pantanal estava exercendo uma influencia sobre mim muito maior do que eu tinha esperado. Que teríamos uma relação intensa e que para tanto eu necessitava conhecer, estudar, pesquisar, andar. Conscientemente, eu evitei toda e qualquer identificação com a classe chamada “turista”. Eu deveria explorar e conhecer o Pantanal que o Pantaneiro conhece. Vivendo como ele quando necessário e pior do que ele na maior parte do tempo.
Em Miranda, comecei a dar idéias que poderiam ajudar na transformação da cidade em um ponto de partida para expedições ecologicamente corretas. Sugestões que pudessem atrair clientes (nunca digo turistas) conscientes do todos os países do mundo. Recebi convites para visitar pesqueiros que queriam ou querem pegar carona no “turismo eco”. É possível. Contudo, alguns, de cara, me deixaram ver que o projeto era difícil.
- “ Quero que você veja o meu camping. Lá é tudo ecológico”, me disse um proprietário. Lá fui eu pedalando a minha bicicleta. Uns 20 quilômetros para ir e outros 20 para voltar. Um passeio agradável e revelador. Explorando as lindas paisagens de Miranda. Aquelas que quem passa a cem por hora pela BR não vê. O local do camping, muito agradável. Para mostrar que o local era realmente selvagem, o capataz me mostra um couro de jaguatirica anda fresco. Um couro que até recentemente era parte de um animal.
Disse ele: “aqui tentamos ser ecológicos. Mas acontece que ela estava comendo as galinhas”.
Eu disse, depois de certo esforço: “você tem que escolher entre camping ou criação de galinha”. Preferi não dizer nada sobre a “doutrina” ecológica. Só disse: “Não tem nada pior do que você estar dormindo de madrugada numa barraca e o galo do camping, bater asas e cantar”.
Mesmo desconfiando do turismo no Pantanal, com tendência à gastrite aguda e vendo a falência rodear o terreiro para bater na porta da frente, que decidi registrar uma empresa: Ecoventuras, com sede na Avenida J.P.Pedrossian, em Mirada. A proposta é ótima. Turismo ecológico com toque de aventura. Ou aventura com preocupação ecológica. O carro-chefe da Ecoventuras continua sendo o “caiaque expedição” – minha modalidade – a melhor maneira de ver o Pantanal. É uma modalidade de turismo já recomendada pelo guia de turismo aventura no Brasil. Além do caiaque, pensei introduzir o cicloturismo – quer dizer Pantanal de Bicicleta e safáris de veículos para grupos pequenos e com capacidade de entrar e sair de problemas. Todas as modalidades devendo respeitar a natureza.
Foram no período de testes para as expedições criadas pela Ecoventuras onde aconteceram as aventuras narradas neste trabalho. Aprender foi a palavra mais usada no período e continua sendo. Aprender roteiros, descobrir estradas, fazer amizades e descobrir.
Entre as coisas que se pode confirmar é que todo ser humano tem dois lados, além do esquerdo e do direito. Todos têm um lado aventureiro. Todos têm um lado acomodado. É preciso conhecer o “acomodado” para dar valor a aventura e vice-versa. Caso não haja equilíbrio entre esses dois extremos, pode advir a síndrome do que a ECOVENTURAS chama de “brocha”.
Miranda se encontra em uma encruzilhada. Está ao lado do asfalto da BR 262 num ponto onde se pode tomar a MS 339. A primeira liga Campo Grande a Corumbá e daí com Santa Cruz de la Sierra, La Paz, Lago Titicaca, Machu Picchu e o mundo. A segunda é mais interiorana e leva à Fabrica de Cimento que fica na cidade de Bodoquena. Bodoquena está na serra do mesmo nome e é nesta serra onde fica Bonito com as atrações que todo o Brasil já conhece e que, com muita razão, não se pode deixar estragar.
Ecologicamente, Miranda está numa região de acesso à vários ecossistemas diferentes, biotas, fauna, flora, geomorfologia, hidrologia, climatologia diferentes. A cidade já está no Pantanal. Dois quilômetros do centro é Pantanal. O turista não vê isso deviudo a pressa. As agências não enxergam porque são sensacionalistas. À direita, há inúmeras estradas de terra, trilhas que possibilitam a exploração do “cerrado mirandense” – frase essa que não existe oficialmente. Há várias elevações em Miranda de onde se pode ter uma visão impressionante da área circundante em um raio de pelo 100 quilômetros ou mais. À esquerda, na direção da cidade de Bodoquena, está a Serra. E em tudo isso há um tempero extra: a história. Miranda já existia quando Campo Grande usava fraldas. Em toda a região citada há quase 500 anos de história branca e mais de mil anos de história indígena. Nos últimos 300 anos tem acontecido uma mistura das duas. Da indígena com a branca, dos poderes conflitantes dos reinos da Europa entre si, e finalmente dos conflitos do Brasil, Bolívia e Paraguai. Aí está o ambiente que vamos explorar.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Excursão da babaquice: em busca do silêncio

(Artigo de 1994 escrito enquanto eu xingava os atores do que será narrado abaixo) Foto Mycteria americana (Cabeça Seca) WikiMedia
Por Jackson Lima
Estou sentado numa cadeira confortável. A um metro e meio de mim, um filhote de cabeça-seca (um pássaro grande, desengonçado, de cor cinza, branca e preta, com um bico dominante) brinca com uma vara de pescar. O anzol está ligeiramente enganchado na parte interna do bico dele. A dez metros do cabeça-seca, uma garça-branca observa o rio Miranda, quase em sua reta final da viagem para o (rio) Paraguai. Os dois pássaros, ambos da família da cegonha – são órfãos. São criados pelo pessoal da pousada, aberta recentemente para atender os pescadores desse Brasilzão.
Nem a garça, nem o cabeça-seca pescam mais Os dois preferem (ou só sabem) ficar ao lado dos pescadores que, de vez em quando, dão-lhes um peixe de caridade. Os dois aprenderam que podem ganhar peixe e de graça. A garça até tenta. O cabeça-seca, não. Este último vive agora como “dependente’ de uma espécie de previdência social. Pode-se dizer que o filhotão – ele ainda é um filhote – está praticamente aposentado por invalidez. No pé direito dele, há um caroço grande que lembra um caramujo bem dotado e que ele tristemente carrega para onde vai. Já tentaram tirar o caroço. Já o cortaram e retiraram um líquido. Os empregados do estabelecimento dizem que o filhotão pulava do poleiro tantas vezes quantas o pusessem lá ou quantas vezes lhe desse vontade durante a noite. Por causa desse saltos – acreditam – ele ganhou o caroço, uma espécie de inchação do tendão. É o que me disseram.
É uma pássaro triste. Cochila às 11 horas do dia e quando se acorda caminha ao longo da margem do rio, as asas recolhidas. É nesses passeios que ele se mete em encrencas como aquela em que ele se fisgou com o anzol deixado na margem por um pescador que veio buscar uma cerveja no bar da pousada. A vista de um grande pássaro fisgado assustou a paulista Vitória Campesi, nativa da Vila Mariana.
– Ai meu Deus, o Pelé, engoliu um anzol! Qu’é qu’eu faço moço?
– Sei lá, respondeu o marido pescador intrometendo-se na pergunta feita a um terceiro.
– Faz, alguma coisa amor, você é pescador – implora Vitória com um sotaque paulistano-humanista. Xingando, o marido esclarece que liberar pássaros estúpidos de iscas e anzóis não é parte do treinamento de um pescador.
Um senhor desconhecido, todo mundo é desconhecido às margens do rio de uma pousada, assegurou a Vitória que isso acontece e aumentou o desespero dela compartilhando uma experiência sua.
– Eu já vi um gato fisgado no Solimões. Contou que em um povoado do rio Solimões, um morador do beiradão tinha um gato muito ladrão. O gato meteu-se no meio das tralhas dos pescadores, seguindo o cheiro de peixe, e se fisgou.
Enquanto os visitantes intercambiavam informações, o cabeça-seca se livrou do anzol. Vivendo vidas ainda dignas mas ainda assim, artisticamente se escorando em terceiros, oito biguás, pássaros da laia do pelicano não arredavam pé ou asas da frente do hotel- pelo menos não enquanto há um pescador, pelo menos, à vista. Eles voam, mergulham, são livres mas quando é possível esperam o gesto de um nobre pescador. Um pescador capixaba, jogou uma sardinha fluvial no ar, o peixe caiu na água e afundou. O biguá mergulhou em seguida, sumiu, e voltou à tona com o peixe no bico. Os turistas aplaudiram quando em duas pescoçadas o peixe sumiu goela abaixo.
A calma volta à beira do rio. O cabeça-seca, cansado decide tirar uma soneca. A garça fez um vôo e por uns minutos parece livre, ganha altura brincando com um vento quente que sopra de baixo pra cima elevando o que encontra no caminho. O vento quente vem de Cuiabá. É bom e querido. A garça faz uma pequena manobra para se livrar de um carcará que voa em sua direção, lutando para ganhar altura, talvez na esperança de que um saco plástico duro, daqueles que protege bagagens e caixas de cerveja, se desprenda de um seus pés. No chão, os incansáveis empregados da pousada trazem, no colo, dois filhotes de capivara. Uma assistente, os segue, duas mamadeiras em mãos. A assistente solta um gritinho:
– Hora de mamar. Os filhotes já tem nome cristãos: Xuxa e Xitãozinho. Vitória, já recomposta do susto do pássaro fisgado, se oferece para amamentar os dois animalzinhos. Ela amamenta o filhote número um. A assistente alimenta o número dois. Os olhinhos deles lacrimejam ao passo que a barriga se enche de leite de vaca. Vitória diz que são lindos. Parecem crianças!
– O que aconteceu com o mãe deles? Eles ser irmãos? Perguntou Karl, alemão de Munique que estava na Pousada, há quanto tempo, não sei. O ambiente gelou. Houve um corre-corre. Vitória – a humanista não podia ouvir coisas tristes. Dez teorias apareceram em dez segundos. Vitória ficou rígida. Dura. De seus olhos castanhos, mas para o âmbar do que para o castanho, fluíram, cascatearam lágrimas ecológicas.
– Não vão dizer que a mãe deles morreu?
Um dos empregados deixou transparecer que e afirmou que o roedor existe aos milhões. Vitória apertou o filhotinho um pouco mais.
– Isso é praga! Dá como rato! As férias pantaneiras de Vitória quase foram para o beleléu. Mas um novo barco que aportava no cais flutuante, mudou as coisas.
– Turistas! Resmungou Karl.
O barco trouxe turistas para almoçar na natureza. Um dúzia de crianças desembarcaram. Junto com pais, mães. Os filhotes de capivara não tiveram tempo de arrotar. O Pelé – saiu mancando carregando seu caramujo cármico.
– Quero Coca! Sorvete! Cerveja! Tem pipoca, para os passarinhos?
A pousada ligou os geradores. O po-po-pó dos motores lembrava o capeta em pessoa fazendo pipoca cósmica para alimentar monstrengos interplanetários. A eletricidade começou a jorrar pelos fios. Se acordaram os ares-condicionados. Se despertaram os freezers. A antena via satélite assumiu seu papel de captar sinais e um televisor, no restaurante, vomitou a primeira de muitas notícias. SEQÜESTRO NO RIO, anunciou a voz culta, engraxada do locutor, apresentador.
Karl pediu uma caipirinha! Um chiado rouco fez prever que mais uma máquina estava para se levantar e dar sua contribuição à animação. Era o Sound System da Samsung. Palavras e melodias saíam pelos auto-falantes cantadas por pessoas de carne e osso de comunidades locais como Londres, Nova York e até Nápoles.
What is in your head? What is in your had? Down there! Downthere! Insistia uma cantora com voz de menina, provavelmente nativa de algum lugar da Inglaterra. Os brasileiros que vieram no barco, cercavam a um inglês interessado em Brasil: o que essa música quer dizer?
– É lixo! O que você tem na cabeça?
– Eu?
– Não, é o que diz a música!
O cabeça-seca, os biguás-joão-sem-braço, a garça sumiram.
– Porca Miséria! Que música! Reclamou um italiano nativo de Milão que não se sensibilizou com a música “italiana” que a pousada colocou no Sound System, em sua honra: O Sole Mio!
– Per me, O Sole Mio é uma musica estrangeira, africana! Io pensavo escutar musica della Natura. Ele, Giacomo era o nome, dispensou o almoço e alugou um barco de alumínio com um motor 40 para ir em busca de silêncio. As máquinas de lavar roupa entraram em ação assim que o motor dos barcos dos italianos arrancou ruidosamente em busca do silêncio.
– Aqui se lava muita roupa. Muita toalha de mesa! Disse uma lavadeira.
– Por que lavar toalha de mesa. Porque não usa toalha de plástico? – rebateu uma turistas brasileira desgostosa e meio ecologista.
– O patrão não gosta! Disse a empregada.
– Foda-se o patrão! A Natureza gosta! Retrucou a ecologista.
Depois do almoço, o grupo foi embora. Paz? Não. Chegou outro grupo para pernoitar. Estudantes de São Paulo e Campo Grande.
O barulho à noite veio com força maior. Os jovens queriam dançar. A maioria queria também ver o jogo Ájax – Grêmio no Japão. Outros queriam beber. Alguns queriam escutar a Natureza.
– O barulho das máquinas também é natureza, não é? É Vitória. Ela já tinha tomado uma caipirinha a mais.
Não muito longe dali o Pantanal real existia: calor, frio, mosquito, pássaros,animais – todos pagando um preço pela vida. Amanhã todos se vão. Para trás ficarão o cabeça-seca-da-previdencia, a garça, as capivarinhas, os funcionários. Ficarão enquanto der. Logo uns morrerão. O caramujo poderá virar um jabuti. Por último morre o hotel. O turismo vai procurar outros lugares.
E a Vitória descobriu que a mãe das capivarinhas órfãs foi ferida em um acidente e, como já estava morta, foi comida na pousada. Karl almadiçoou o seu compatriota chamado Diesel – inventor do óleo que anima todas as máquinas do Pantanal. O italiano vai propor ações que garantam que nunca mais na vida um milanês seja homenageado com O Sole Mio. O marido de Vitória, disse que ela é sensível demais e não vai pescar no Vale do Guaporé no ano que vem! E assim todo mundo volta querendo saber para onde foi o Pantanal durante aquela semana de fevereiro de 1994!
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Meu Pantanal

Esta foto foi feita com uma câmara Olympus Pen emprestada pela minha amiga Renate Perner de Foz do Iguaçu. Tamanha era a minha pobreza. A Renate e o marido Euclides, me deram ainda uma bicicleta Cassola que aparecerá nas histórias que aparecerão adiante neste memo-blog. Acampei por um tempo às margens de um curso d'água conhecido como Rio São Pedro na Estrada Parque. Na época das enchentes a região parece um mar. Daí, quando água baixa parece um lago. Depois, com o passar do tempo, parece um riacho e vai diminuindo até virar um fio d´água disputado (numa boa) por jacarés, pássaros, capivaras e quem quer que queira pegar peixes para comer - falo dos animais. Finalmente, o rio desaperece, e vira terra firme. Em uma dessas incursões pelo riozinho, o lado esquerdo do aterro (estrada) estava seco. O lado direito tinha água e estava na fase de ser lago. Me aventurei para aquele lado. Passei uns dois dias sumido. Um dia pela manhã, depois de desarmar a barraca, me preparar para voltar, encontrei uma terra alta coberta de flores minúsculas. Me deitei, sobre elas. Me afundei nelas e cliquei a foto acima. Como a Olympus tem uma lente grande angular poderosa, foi necessário estar realmente muito perto para tirar a foto. Toda a experiência foi maravilhosa.
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